Era briluz. As lesmolisas touvas
Roldavam e relviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.
“Foge do Jaguadarte, o que não morre!
Garra que agarra, bocarra que urra!
Foge da ave Felfel, meu filho, e corre
Do frumioso Babassurra!”
Êle arrancou sua espada vorpal
E foi atrás do inimigo do Homundo.
Na árvora Tamtam êle afinal
Parou, um dia, sonilundo.
E enquanto estava em sussustada sesta,
Chegou o Jaguadarte, ôlho de fogo,
Sorrelfiflando através da floresta,
E borbulia um riso louco!
Um, dois! Um, dois! Sua espada mavorta
Vai-vem, vem-vai, para trás, para diante!
Cabeça fere, corta, e, fera morta,
Ei-lo que volta galunfante.
“Pois então tu mataste o Jaguadarte!
Vem aos meus braços, homenino meu!
Oh dia fremular! Bravooh! Bravarte!”
Êle se ria jubileu.
Era briluz. As lesmolisas touvas
Roldavam e relviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.
[Lewis Carroll /Tradução: Augusto de Campos]
Jabberwocky é um poema nonsense que aparece em Alice Através do Espelho e o que encontrou por lá [ the Looking-Glass, and What Alice Found There (1871) ] escrito por Lewis Carroll.
É geralmente considerado um dos maiores poemas de nonsense escritos em língua Inglesa, e passou a significar, na Literatura Geral, um texto brincalhão, composto em linguagem inventada mas parecendo real, sonora e sem sentido, perfeito para dias como o de hoje… :}
[para maiores informações, conheça olivro online ]
Todo mundo conhece a Alice, a Rainha Vermelha e o Coelho Branco. Todos são personagens marcantes da fabulosa história “Alice no País das Maravilhas” de Lewis Carrol. Poucos sabem – ou conhecem – a segunda parte do livro, chamado “Alice Através do Espelho”. O livro é genialmente organizado como um enorme tabuleiro de xadrez, onde os personagens e o desenrolar da história acontece obedecendo os movimentos e importância dos personagens tal como as peças do jogo de xadrez.
O mais legal é que – se você curte jogar xadrez – pode antever o desenrolar da história… visto que você conhece o movimento das peças e é, logo no início, apresentado aos personag ens que compõe o segundo livro. Carrol era apaixonado por matemática, criando no “Através do Espelho” situações geometricamente simétricas… Por exemplo, o encontro de Alice com a confusa Rainha Branca e o diálogo que as personagens travam ao longo do capítulo V é divertido e rico em significado, pois a personalidade desta, [embora, sem perder a majestade] é completamente oposta à da Rainha Vermelha… Longe de possuir o jeito autoritário e decidido da outra, a Rainha Branca é desordenada, caótica e absolutamente distraída… Deixando a pobre Alice cada vez mais confusa e solitária – o que será fundamental para os movimentos que sua peça – no xadrez – deverá assumir com o desenrolar do enredo/movimento.
A seguir, um dos capítulos-xodós do livro, entitulado: “Lã e Água”:
Pesquisando pela web, vi que o Tim Burton já começou as filmagens da sua versão do clássico, com estréia prevista pra 2010. Pra finalizar… Lembrei deste curta estrelado pelo mickey! Uma paródia do segundo livro, intitulado: “Alice Através do Espelho”…
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