19juli’m not there.

i’m not there : i’m not he / i’m not her; “o eu é uma outra pessoa”... esperando:

  • definição,
  • estereótipo ou,
  • função.

acredite: “Eu sou ele como você é ele como você sou eu e nós estamos todos juntos”. Percebe? A verdadeira divindade é não ser RECONHECIDO:  é ser invisível, ‘não-importante’. Como se pode ser ou saber [ e escolher ] o que é o melhor se não sei o que é melhor? se não conheço todas as nuances, todas as categorias e peculiaridades do que está ao redor, do que pode existir? É muita responsabilidade e uma puta megalomania achar – e acreditar – que se tem todas as repostas do mundo, para o bem-estar da humanidade. Pegar para si essa responsabilidade do que é “melhor” é ter consciência que deixou-se de lado uma série de possibilidades… ainda mais… quando se trata de seres com um curto tempo de vida… uns 130 anos e olhe lá.

Portanto… só no momento presente podemos apontar ou saber o que é bom e o que não-é-tão-bom.

É o presente que conta.

O passado – muitas vezes – se torna pior do que foi, e o futuro uma promessa tardiamente descolorida [ou vice-versa].

O que importa – o que realmente importa – mais cedo ou mais tarde volta-se contra nós – para alguns num grau maior ou menor de intensidade:  somos acometidos pela culpa, pelo remorso ou decepcção de não sermos “tão bons quanto”. Estas são as nossas prisões polidas e bem cerceadas, adornadas com espelhos dos bons modos e regras bem definidas da etiqueta, que sussuram por entre dentes afiados as sombrias e metálicas ordens do: “tu deves”, “tu tens”… tal qual o dragão de mil escamas douradas…

“judas!”; “eu não acredito em vocês”; “vocês são mentirosos”… pois enquanto você é visto e lembrado, enquanto tu estás em evidência na memória e no pensamento, as pessoas esquecem de viver a própria vida; e passam a te vigiar por todos os lados, esperando sadicamente o momento da tua queda, do teu descuido e declínio… que liberdade existe  afinal nesta suposta liberdade que tanto corremos atrás?;

o que é real?… o que real-mente é real?… os impostos e a morte, talvez. mmm… quando alguém perguntar se você pretende mudar o mundo, olhe fixa e profundamente nos olhos desta  pessoa. com certeza, ela não perguntará novamente.

“o que o homem mais teme é o silêncio”; é nele – no silêncio – que a autoridade de um homem é posta a prova. através dele nos sentimos minúsculos, desnudos, insignificantes… fique em silêncio ao lado de alguém que realmente te amedronta e verás o quão miserável tu és… o barulho ensurdecedor do silêncio entre você e o outro é  terrível de ser suportado … – hárpias – … é o som, o som das carapuças que vestem perfeitamente o momento.

Entao: qual o pior sentimento do mundo?… é a inveja, o rancor, o medo? mas pq categorizar qual o pior sentimento?… se escolhemos um pior é pq todos são piores… percebes que etiquetar algo é ficar preso a :

  • um momento,
  • uma cena,
  • um padrão?…

Mas o que é isso, então?… é uma forma de anarquia?… essa negação da classificação, do estereótipo, do rótulo? Tudo passa a ser solto, e sem sentido e irreal…? Não, não pode… este teclado é bem real, estas roupas são reais… este texto… anh…

Mas… mas… “o que existe de natural são os sonhos. eles estão livres da decomposição da natureza”… decomposição… mmm… então… é uma questão de de-composição?…de quanto tempo dura até se de-compor, se des-fazer… des-aparecer?… s-um-ir ?

neste mundo de conflitos e cisões, onde “o amor e o sexo são as duas coisas que realmente afastam as pessoas. eu nunca entendi o porquê disso”. que coincidência, nem eu entendi e nunca entenderei o porquê… pois “o amor de cristo, de buda, de alá, dos hippies, do escambau nos uniu”… Mas pera aê… o amor de quem mesmo? o quê mesmo?…onde?… anh?

[culpado]


  1. 1 ArthurNo Gravatar19 jul 2009

    o amor deixa as pessoas expostas
    se por aceitação, elas mergulham e ficam magoadas pelo outro ou pela própria fraqueza
    o sexo não expõe da mesma forma
    mas cada um passa a construir idéias catastróficas ao redor do ato

    Muitas vezes isso destrói a relação entre as pessoas. Mas não precisa ser assim (espero).
    Beijo

  2. 2 LéoNo Gravatar19 jul 2009

    Me parece que nossa singularidade ou ego (não sei se tem diferença), nos mostra uma necessidade de não se esconder, de falar, se expressar, auto-afirmação talves, ou estejamos apenas “enfrentando o medo do silêncio”, talves também dai que venham as grandes músicas, poesias, idéias, etc. (não sei) o problemas é que através dessa exposição ganhamos a atenção dos outros e damos valor a ela pois nos sentirmos valorizados, ai já era, a ilusão está instaurada, algumas pessoas acbam se achando donas da verdade. As verdades da vida sempre estiveram ai, todos tem a capacidade de saber que a terra é redonda, ser o primeiro a descobrir me torna o melhor? Não.
    Parece as vezes que se expressar machuca, separa, inevitavelmente expressar-se é se “rotular”
    Esqueci o nome do cara, mas ele disse que a terra era redonda e mataram ele, um herege.
    Jesus Cristo só falou de coisas boas e deu no que deu. Mais um herege.
    A ordem geral é pra ficar calado, pra ganhar o rótulo de civilizado.
    O importante é prestar atenção com que intenção se expressa, pra me valorizar ou valorizar os outros, enfim o importante é não ficar calado, pois o silêncio sim separa as pessoas, amor e sexo só separa quando são mentirosos.

  3. 3 thahyNo Gravatar19 jul 2009

    é verdade, qdo são verdadeiros, amor e sexo causam reações em cadeia desastrosas:

    João amava Teresa que amava Raimundo

    que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili

    que não amava ninguém.

    João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,

    Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,

    Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes

    que não tinha entrado na história

    [C.D.A]

    ;)

  4. 4 thahyNo Gravatar19 jul 2009

    pois é… é só um olhar… entre tantos olhares…

    mas qm aprende a tocar o coração dos outros está condenado… a ver sua criação voltar-se contra ele.

    talvez pela fragilidade dos laços ou da “crença pessoal” do ser “tão bom quanto”… – e fazer por onde, correr atrás…

    aí, pela preguiça, inveja, rancor… [ http://thahy.com/defeitos-capitais/ ]

    Bom, o fim… todos pressupomos qual é.

    p.s.:o texto foi fruto dos pensamentos gerados pelo filme “i’m not there”, uma onírica biografia do bob dylan.

  5. 5 David_NishimuraNo Gravatar20 jul 2009

    la belle vert..já assistiu thahy?
    tem uma parte que eles apreciam o concerto do silencio….a 1a vez q eu vi essa parte do filem num entendi bulhufas mas depois fez mto sentido…

    por isso é bacana ser um curinga
    sem naipe, sem #
    é questionado por não ter padrão
    por não ter padrão, questiona

adoraria saber o que voce achou:




inspiração

blablás recentes

t27

Skins

d
go to dashboard
l
go to login
h
show/hide help
e
edit post/page
r
comment on post/page
m
go to moderate comments
esc
cancel