arquivo pagina 2 de 209



05mar…of the moon…

duas coisas me motivam: os estresses do trabalho e o sorriso do meu pequeno. todo o resto anda me produzindo náusea.
não tenho tido paciência para sair de casa, multidões, conversas… até sorrir – aquele sorriso educado, cortez – tem me custado…

- você precisa procurar um médico. isso não é normal.
- vamos nos divertir, tenho certeza que você vai gostar!
- deixa de ser caseira, isso tá te fazendo mal…

minha resposta?

não. não e não.

- só pq vc não quer?!

- não. pq não tenho vontade de nada disso.

venho vivendo um momento bem triste, observar semanalmente a degradação do corpo físico de uma pessoa que já amei muito. mas o pior da degradação e inatividade é a degradação moral das pessoas que cuidam dela… isso vem me aborrecendo tanto, mas tanto… que chego a questionar dezenas de relações interpessoais.

não sinto vontade de sair de casa. aliás, chegar em casa na sexta é um alívio. é o momento que passo com o meu pequeno… ouvir suas histórias, ler… ver filmes… outra coisa boa de estar em casa: minhas duas caninas… meu gato… a compreensao silenciosa, o estar perto… me sinto bem.

o que – neste momento – realmente não me faz e nem fará bem é me atirar nas convenções sociais e sair, beber, ver gente, barulho, música e comportamentos convincentes para agradar e ser agradada. quero espairecer do meu jeito… reunir algumas forças para combater estes sentimentos que vem me deprimindo [ primeiro...lentamente. depois... gradativamente] com o passar dos dias, das semanas…
creio que por compreender estes ciclos, não vejo problema algum nisto. mas o que me aborrece e entedia é quem está ao meu redor: reclamando, diagnosticando, recomendando e encaminhando.

daqui a pouco esta sensação vai embora, talvez demore um pouco mais… mas é o meu jeito de experimentar a existencia, compreender o que se passa neste mundinho recluso de carne e conexoes sinapticas…

me basta o tempo que passo com o meu filhote, meus cãopanheiros, meus livros… sem tormenta, sem extase, sem expectativas.

03marinterludio

Criei em mim várias personalidades. Crio personalidades constantemente. Cada sonho meu é imediatamente, logo ao aparecer sonhado, encarnado numa outra pessoa, que passa a sonhá-lo, e eu não.” [fernando pessoa - ficções do interlúdio]

ontem na estrada li 120 páginas do livro  ‘a menina que roubava livros’… quando levantei a cabeça percebi que já era noite e estava chegando ao meu destino… comecei a pensar na minha vida como um livro e me bateu uma tristeza:

- será que já vivi os capítulos que compõe minha história? será que vivo a vida que começa com o fim dos capítulos e páginas ou vivo um momento de pura morgação… onde nada absolutamente acontece para abalar minhas estruturas… sabe quando você lê e a história avança 4, 10, 20 anos no tempo para que algo realmente importante ou grandioso aconteça?… se for esta a possibilidade menos mal… é sinal de que ainda alguma coisa acontecerá… mas se minha vida, o ápice dela – da alegria, felicidade e tristezas profundas – já tiverem acontecido? se minha história resumir-se a uma gravidez não planejada e a superação de uma depressão pos-parto e suas consequencias?…

[sim, eu gosto de vez em quando ficar triste e refletir. se é perca de tempo ou não, não sei.]

estranho pensar assim… só sei que quero morrer antes de envelhecer.

mas esta é outra história que conto… quando terminar de rascunha-la no caderninho de anotações que me acompanha… na nova vida offline – q anda me deixando meio deprimida tb.

01mardetalhes

são nas pequenas coisas que percebemos a índole das pessoas.

na quinta a noite estava organizando as coisas para pegar a estrada e achei um envelope – na realidade uma folha branca A4 grampeada 8 vezes – para a minha mãe.

A quantidade de grampos me deixou bastante curiosa para saber o conteúdo. mas, como não sou uma ‘invasora de intimidades alheias’, peguei o envelope, pus na mochila e esperei a hora de viajar [ não dormi de quinta para a sexta. fiquei assistindo vampire diaries e supernatural até as 4h da manhã]

As oito piso finalmente em casa… esqueci do envelope e fui viver um pouco – apesar do torcicolo e gripe q levemente se instala no corpo enquanto faço vista grossa para ela – hj, segunda, relembro do envelope e entrego para minha mãe.

o conteúdo tão bem segredado?

- uma xerox sobre os benefícios da soja e uma receita de carne feita com ela.

pode não ser nada, mas esta proteção com algo tão banal me revelou muito sobre a pessoa que o enviou.

28fevroma não foi construida em um único dia

You and me were meant to be | Walking free in harmony | One fine day we’ ll fly away | Don’ t you know that Rome wasn’ t built in a day | yeah yeah yeaahhh…

In this day and age it’s so easy to stress | Cause people act strange and you can never second guess | In order to love child we got to be strong | I’m caught in the crossfire why can’t we get along

(…)

I’m having a daydream, we’re getting somewhere | I’m kissing your lips and running fingers through your hair |
I’m as nervous as you ’bout making it right | Although we know we are wrong, we can’ t give up the fight
Oh no

[música: morcheeba, versão: Orchestr Variant ]

21fevalfinetadas

tem gente que aprende a se relacionar brincando de alfinetar os outros.
nada pode ser dito perto delas sem que discordem e retruquem com algum comentário sulfúrico.
desenvolvem este mau hábito de fazer piadas dos outros e nunca abrem a boca para elogiar nada, não percebend que se tornam desagradáveis, já que ninguém acha graça em ser ridicularizado ou constrangido.

#fikdik




inspiração

blablás recentes

t27

Skins

d
go to dashboard
l
go to login
h
show/hide help
e
edit post/page
r
comment on post/page
m
go to moderate comments
esc
cancel