duas coisas me motivam: os estresses do trabalho e o sorriso do meu pequeno. todo o resto anda me produzindo náusea.
não tenho tido paciência para sair de casa, multidões, conversas… até sorrir – aquele sorriso educado, cortez – tem me custado…
- você precisa procurar um médico. isso não é normal.
- vamos nos divertir, tenho certeza que você vai gostar!
- deixa de ser caseira, isso tá te fazendo mal…
minha resposta?
não. não e não.
- só pq vc não quer?!
- não. pq não tenho vontade de nada disso.
venho vivendo um momento bem triste, observar semanalmente a degradação do corpo físico de uma pessoa que já amei muito. mas o pior da degradação e inatividade é a degradação moral das pessoas que cuidam dela… isso vem me aborrecendo tanto, mas tanto… que chego a questionar dezenas de relações interpessoais.
não sinto vontade de sair de casa. aliás, chegar em casa na sexta é um alívio. é o momento que passo com o meu pequeno… ouvir suas histórias, ler… ver filmes… outra coisa boa de estar em casa: minhas duas caninas… meu gato… a compreensao silenciosa, o estar perto… me sinto bem.
o que – neste momento – realmente não me faz e nem fará bem é me atirar nas convenções sociais e sair, beber, ver gente, barulho, música e comportamentos convincentes para agradar e ser agradada. quero espairecer do meu jeito… reunir algumas forças para combater estes sentimentos que vem me deprimindo [ primeiro...lentamente. depois... gradativamente] com o passar dos dias, das semanas…
creio que por compreender estes ciclos, não vejo problema algum nisto. mas o que me aborrece e entedia é quem está ao meu redor: reclamando, diagnosticando, recomendando e encaminhando.
daqui a pouco esta sensação vai embora, talvez demore um pouco mais… mas é o meu jeito de experimentar a existencia, compreender o que se passa neste mundinho recluso de carne e conexoes sinapticas…
me basta o tempo que passo com o meu filhote, meus cãopanheiros, meus livros… sem tormenta, sem extase, sem expectativas.






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