L’ÂME N’A PAS DE SEX - proposição da filosofia das luzes: as almas não tem sexo… mmm, admito: costumo olhar com ceticismo as “conquistas” do universo feminino. Conquistas… hoje…? Quais?… A conquista da MESMICE? afinal… a mesma revista feminina, o mesmo livro na estante, a mesma roupa, o mesmo esmalte, as mesmas diversões, os mesmo desejo de trabalho e sucesso rápido [muitas vezes sem mérito algum], as mesmas experiências sentimentais e sexualismo forçado.
sim, trepamos feito rapazes… bebemos feito homens, compramos preservativos na farmácia ao lado, alugamos casa, pagamos as contas, financiamos um carro, alisamos, pintamos e modificamos o cabelo, fingimos orgasmo, colocamos silicone, aprendemos a solidão… navegamos na internet e… nas horas vagas, colocamos fuma foto nova no orkut ou aprendemos a polemizar no twitter.
para fingir que não estou na mesmice, prezo a diferença: curto essa minha solidão/solitude, quase não uso esmalte, falo poucos – e bons palavrões, rejeito uma transa vazia e escuto Blackmore’s Night enquanto lavo a louça… algumas vezes durmo confusa ao oscilar entre a mesmice e a diferença… diferença que ainda não sei [ao certo] se é treinada ou natural. por isso: pasmem!… minha alma tem sexo, queridos… ela usa calcinha pink and black, sutiã meia taça e espartilho…. minha alma menstrua e tem cio, às vezes.
não sei se sou uma mulher antiga ou uma versão andrógina destes novos tempos… mas carrego aqui, encerrado dentro de mim… este mistério atemporal e paciente da criação… amadurecimento… e nascimento de novas vidas… Portanto, me justifico: sou in [dependente] e mulher – nas horas vagas.
Isso já basta… não basta?







Existe algum versão masculina de Atalante?… :D