Algumas vezes, alguns dos que nos procuram questionam nossos métodos… caminhos… posições e posturas… Curiosamente eles nos fazem perguntas que parecem acusações veladas. Sentimo-nos injustiçados pelo tanto que os ajudamos e pelo fato que, ainda assim, eles insistem em não retribuir.
Em outras vezes, amigos próximos ou pessoas que trilham caminhos semelhantes, colocam em xeque nossos posicionamentos e conselhos, argumentando que não aplicamos os mesmos em nossa vida… [casa de ferreiro, espeto de pau]
Novamente, arvorando-nos em nossos conhecimentos e estudos, colocamos inúmeros motivos pelos quais todos estão errados. No entanto, bastaria um olhar em nossa vida para ver as ilusões que estamos nos impingindo…
O que ensinamos, não colocamos em prática…
O que estudamos, não conseguimos aplicar…
Na aparência de “supremas autoridades” nos escudamos, para não precisarmos de justificativas.
Os discípulos assistem ao espetáculo da tranqüilidade enquanto que,
nos opositores ou nas pessoas próximas,
descontam suas frustrações.
Por mais que a capa da invisibilidade que desenvolvemos disfarce nossos defeitos e nossas idiossincrasias, [que nos recusamos a trabalhar e integrar], esses tumores continuam se multiplicando, alimentados pelas células cancerosas de nossos medos.
E assim os trovões, ao longe, podem começar a ser ouvidos…
1. A Torre da Perfeição
Dessa torre, apenas um incômodo interior,
uma sensação de vazio, de torpor diante da vida.
É quase como que um aperto constante no peito, a denunciar que algo está errado nessa vida perfeita.
Exatamente por ser tão pouco visível, é uma das mais difíceis de destruir conscientemente.
Quem está de fora, nos inveja pelas conquistas que tivemos:
- o emprego certo,
- o casamento certo,
- os filhos certos,
- a casa certa,
- o status certo…
Qualquer um que nos olhe, verá apenas o que existe de bom e maravilhoso na vida que temos. Mas ninguém irá sentir [ou perceber] aquele aperto no peito que dia e noite nos incomoda. Tenha sido por acaso ou fruto de um longo trabalho, a vida construída é admirada e faz de nós o orgulho de nossos pais. A maioria das pessoas nem entenderiam se falássemos sobre a busca de um sentido da vida, acreditando que não temos direito ou porquê reclamar da vida, visto que… Nossas necessidades visíveis [casa, comida, moradia, sexo] estão preenchidas.
No entanto, a sensação de desconforto permanece e nosso mundo perfeito parece não combinar em alguns aspectos.
Mesmo que as cores e as posições pareçam corretas, algo nele desvirtua a perfeição aparente.
Algo nele nos remete ao frio imenso que reina num canto escondido de nós.
E, de tanto olharmos, num determinado momento
a resposta nos vem, tal qual o som de um trovão:
Falta Vida!
Falta ali a nossa vida.
No quadro que pintamos e mostramos ao mundo,
não estamos presentes em essência.
Apenas nossa máscara encara os passantes,
nos olha de volta no espelho e convive com os presentes.
Os relacionamentos amorosos, pessoais, profissionais, obedecem aos limites impostos por ela. Optar por permanecer mascarado, mesmo reconhecendo a insatisfação advinda disso, é aceitar a estagnação em prol do comodismo e, enquanto isso, O vento torna-se a cada momento mais violento, e o som do trovão mais forte…
2. A Libertação
Cai a tempestade.
Trovões ribombam de forma ensurdecedora.
Ventos parecem querer nos arrancar do lugar.
Receosos, desejamos nos esconder a fúria da natureza.
Porém, hoje, as vítimas somos nós:
nós e nossos medos,
nossas fraquezas,
nossos traumas,
espiritualidade e perfeições.
Debaixo da cama, dentro da torre construída com tanto empenho, sentimos seu tremor.
Seus tijolos já não passam tanta segurança e suas estruturas parecem prestes a ruir.
O temporal aumenta de intensidade.
Um raio, mais forte e brilhante que os outros, corta o céu com destino certo: a nossa torre.
Ele acerta o topo do nosso orgulho, dilacerando nossas defesas e nos atirando para fora da nossa zona de conforto.
Caímos feito sacos de farinha no chão, indignados por sermos tão frágeis quanto, mais cedo ou mais tarde, descobrimos que somos.
…
A chuva molha nosso rosto pela primeira vez em muito tempo.
O vento castiga nossa face como há muito não fazia.
O que fazer agora? Para onde ir?
Sabíamos que um dia a natureza,
interna e externa,
iria se revoltar e nos forçar a busca de um novo caminho.
Não importa realmente como essa queda se dê.
A própria estrutura dinâmica da vida não admite a permanência: viver é estar em constante mudança. Tentar ficar dentro de uma redoma, mesmo que construída com os melhores motivos [ou desculpas] possíveis, é estar contra o fluxo natural.
Dentro de nossos corpos, diariamente, os órgãos se renovam. Da mesma forma, nossos atos precisam nos levar de encontro à renovação, de encontro a novas vidas… TODOS OS DIAS.
A chuva, após a tormenta inicial,
vai amainando aos poucos.
Os raios cessam,
os trovões já não podem ser ouvidos.
Olhamos em volta e percebemos que podemos seguir para qualquer caminho, já que perdemos tudo que tínhamos.
O céu permanece escuro, mas podemos pressentir a presença do sol.
Ele está em algum lugar entre aquelas nuvens.
Está na hora de ir encontrá-lo.
[Texto antigo... que li no site estrela guia... repaginado e adaptado ;)]









Minha futura tatuagem xD
Só minha viu mana!!!
Bjs
calaro lala…
segurarei tua mão sadicamente no dia ^^
hehe
SE vc prometer que vai ta cmg na hora de tatuar
A sua obra de arte vai fazer parte do meu corpo xD
Só ñ boto a sua assinatura pq enfim ne (…)
minha assinatura já tá no teu coração, maninha
te amo
agora chega de coração mole e vá estudar, sua MOLECA!
É verdade é verdade!
Agora vou comer pq essa ahistoria de tatuagem me deu fome =D
Te amo Branca
Eu já falei do seu traço. Talvez tenha reclamado dele.
Mas, a verdade, é que eu tô começando a me acostumar e imaginando vc fazendo uma obra dessas.
Como sempre, você perfeccionista.
Preciso dizer que sou seu fã?
Bjao!
viu! rs
vc sente que a evolução é o propósito universal, mesmo que ainda não saiba os porques ;)
onde entra a evolução? oO
se evolução = constante mudança
aí sim… acredito piamente ^^
palavras, palavras… sempre elas ^^
“Seems my friend you have revealed your deepest fear
I sentence you to be exposed before your peers
Tear down the wall” (The Trial, Pink Floyd)
sim…mas mudanças seguindo uma direção…pode ser uma linha reta ou em zigue-zague, mas há uma direção…
não uma direção para um ponto de chegada…apenas uma direção
cara…
me vi em boas partes desse texto…
lerei novamente ainda dona Thahy
eu ziquezaguei como um raio…
adoro isso
coluna sim, coluna nao
meio fio
vou e volto
em devaneios…
Nossa! Simplesmente… :o
Talvez porque eu meio que “seja” uma Torre, mas enfim, né? :p
(É, acabei de ver o post sobre o arcano pessoal. Não sabia se comentava aqui ou lá!)
Tarô, arcano XVI, A Torre… Hum…
Boa explicitação do nível moral desta carta. =]
Mas eu sou mais prático que místico, então:
Esta carta é a nova versão do Trinfo VI, Os Amantes, ou ‘O Amante’, segundo Crowley, e me parece mais preciso. :)
Onde VI é a união dos antagônicos, o XVI é a oposição destes. O Seis é a corrente de força, o Dezesseis é a Ação da Força na Matéria: 5 (Aziluth) + 5 (Briah) + 5 (Yetzirah) + 1 (Assiah, enfim.), A Força e o Pentagrama. Reagente e reação, os dois condenados da Torre estão também na carta dos Amantes… É o mesmo que o Raio que desce da Coroa… O Zigue-zague, huh? :^)
É o poder que foi encarceirado na matéria, 1, Muladhara, força das 6 outras rodas. Que é o meu centro preferido de força. xDDD