posts arquivados em: 'a mentira. a verdade. a guerra.' Category

01mardetalhes

são nas pequenas coisas que percebemos a índole das pessoas.

na quinta a noite estava organizando as coisas para pegar a estrada e achei um envelope – na realidade uma folha branca A4 grampeada 8 vezes – para a minha mãe.

A quantidade de grampos me deixou bastante curiosa para saber o conteúdo. mas, como não sou uma ‘invasora de intimidades alheias’, peguei o envelope, pus na mochila e esperei a hora de viajar [ não dormi de quinta para a sexta. fiquei assistindo vampire diaries e supernatural até as 4h da manhã]

As oito piso finalmente em casa… esqueci do envelope e fui viver um pouco – apesar do torcicolo e gripe q levemente se instala no corpo enquanto faço vista grossa para ela – hj, segunda, relembro do envelope e entrego para minha mãe.

o conteúdo tão bem segredado?

- uma xerox sobre os benefícios da soja e uma receita de carne feita com ela.

pode não ser nada, mas esta proteção com algo tão banal me revelou muito sobre a pessoa que o enviou.

12jana vergonha de darwin

talvez um cavalo seja fisicamente mais evoluido que o ser humano.

somos macaquinhos pelados, sem garras, sem presas com carne superdesenvolvida dentro de um crânio relativamente pequeno para a estrutura do corpo que o segue.

imagine uma hecatombe global: sem energia elétrica, sem comida em caixinhas, sem microondas… o que faríamos com a cenoura no congelador se não temos gás nos nossos fogões elétricos?

fogo? como fazer fogo sem fósforo, sem isqueiro? como bater duas pedras em um graveto? quem aqui foi escoteiro ou fez um curso de sobrevivencia na mata?

“a insustentável leveza do ser” superada pelo “insustentável peso do TER”

pais e mães que acreditam que dar tudo o que o filho deseja é sinal de amor, mas esquecem da importância do limite e da condicionalidade. adultos infantilizados que acreditam que desejar é mais importante do que ir à luta e conquistar…

vivemos neste cômodo sistema a quantos anos? 200, 300 anos de revolução industrial, saneamento básico, penicilina… o luxo de tomarmos banhos diariamente…

isto é muito, muito pouco comparado à nossa história evolutiva… e em tão pouco tempo desaprendemos a viver da forma que realmente nos garante o mínimo de sanidade mental… somos humanos que não sabem se virar sozinhos no atual – e frágil – mundo de soberba e glutonice. macaquinhos pelados e sem garras que tem como diferencial essa estrutura rosada de carne dentro do crânio que lhe dá o incrível poder do pensamento e da concretização destes pensamentos…

e por isso achamos que o mundo é nosso e está aí à nossa disposição.

e por isso acreditamos que merecemos tudo que está disponível ao nosso redor.

e por isso nos tornamos cada vez mais frágeis e fadados à sermos somente uma lembrancinha de plástico e vidro embaixo de águas e desertos…

06jano ano do desinteresse

não sei quanto a vocês, mas ando saturada de tanta virtualidade.

Cansada do excesso de informação [ e polêmicas ].

Em 2010 pretendo:

  • ser mais egoista
  • ser mais materialista

Em 2010 não vou:

  • falar sobre mim
  • faltar à academia

01dezciranda

a questão é que trabalhamos para ganhar a vida, para fazermos o que gostamos, para amar, para sermos amados, para pagarmos nossas contas, nossos médicos e nossos luxos, juntamente com as contas dos remédios e do telefone e da internet e da tv via satélite e precisamos ganhar cada vez mais dinheiro porque fazemos despesas além das nossas necessidades e nos entupimos de gordura trans e alcool  e procuramos essas pilulas da felicidade para poder dormir ou relaxar e acabamos sofrendo com seus efeitos colaterais que passam com a utilização de novos remedios ou  novas distrações e mais uma porrada de coisas supérfulas e superficiais que  geram uma roda vida louca e nauseante e se não tivermos a cabeça bem centrada podemos nos perder nessa ciranda louca a dançar uma vida inteira sem ser quem se é, sem fazer o que se quer só para poder aparentar aquilo que não se tem para pessoas que não nos dizem respeito.

piramide

loucura né?

quando era criança, curtia brincar de ciranda… a sensação de tontura, do mundo girando e aquela sensação nauseante no estômago. ja me disseram que toda brincadeira é um role playing pra vida adulta, são pequenos ensinamentos e rituais de iniciação… pena que na vida adulta a sensação é a mesma, mas sem as risadas no final da brincadeira.

ah, feliz dezembro pra você também

22novnovela das seis

A vilã tem um caso com o socio do seu marido por isso decidiram mata-lo numa viagem ao maranhao. o empresario não morreu e teve que recomeçar a vida como mendigo catador de lixo e outras profissões de daliths (novela das oito anterior). Enquanto isso a viuva vila tenta envenenar o novo marido – ex-amante e sócio – contando com a ajuda e os serviços do seu novo, gostoso e sarado amante – que me passou a impressão de que por ser bonito malandro e malhado não precisa trabalhar. Na novela ainda tem o núcleo pobre responsável pelas situações de humor pastelão bem zorra total que não me prenderam a atenção: que tipo de aprendizado uma população que lê muito pouco tem ao assistir esse lixo televisivo passado de geração a geração? é a cultura do jeitinho, do atalho e do “meu primeiro” moldando os desejos a quase meio seculo.

ai quando pergunto se assisto novela, respondo: não. eu não me drogo.




inspiração

blablás recentes

t27

Skins

d
go to dashboard
l
go to login
h
show/hide help
e
edit post/page
r
comment on post/page
m
go to moderate comments
esc
cancel