de agosto de 2006 a setembro de 2009 usei o cabelo sempre muuuito curtinho.
mas… ‘um belo dia decidi mudar’… vamos ver até onde aguento mante-lo comprido…
“Comecei a escrever um novo livro, sobre os mitos e mentiras que nossa cultura expõe em prateleiras enfeitadas, para que a gente enfie esse material na cabeça e, pior, na alma – como se fosse algodão-doce colorido. Com ele chegam os medos que tudo isso nos inspira: medo de não estar bem enquadrados, medo de não ser valorizados pela turma, medo de não ser suficientemente ricos, magros, musculosos, de não participar da melhor balada, do clube mais chique, de não ter feito a viagem certa nem possuir a tecnologia de ponta no celular. Medo de não ser livres. leia [+]
já perdi a conta de quantas vezes ouvi isso de mulheres… é engraçado… dá sensação de que sou fragilzinha e que posso me quebrar, ou me arranhar… ou… sei lá… ser papada por um lobo mau… ;)
contextualizando:
Moro num estado onde o carnaval se resume a pickups de som nas alturas, tocando barulho de péssima qualidade: uma mistura de forró com axé. Marchinha de carnaval por aqui é considerado retrô… Então, odiei profundamente o carnaval a vida inteira [ tirando a infância... adorava me fantasiar e ir pro baile da escola ]
Então… num impulso… aliado ao poder de persuasão da gê, decidi acompanhar a trupe e ir brincar lá em olinda… me-ni-no do céu… Descobri que – em fevereiro – não quero outra vida!
Lá tem de tudo! Tem Cores! Sons! Gente! Muuuuuuuuuita gente… É uma história de sobe ladeira, desce ladeira, se hidrata, entra numa troça, dança o frevo, encontra o povo e puxa uma música… putz… é uma coisa tão louca que a gente passa 4, 5 horas em pé, andando, pulando e não vê o tempo passar!
Resumindo: leia [+]
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