de agosto de 2006 a setembro de 2009 usei o cabelo sempre muuuito curtinho.
mas… ‘um belo dia decidi mudar’… vamos ver até onde aguento mante-lo comprido…
duas coisas me motivam: os estresses do trabalho e o sorriso do meu pequeno. todo o resto anda me produzindo náusea.
não tenho tido paciência para sair de casa, multidões, conversas… até sorrir – aquele sorriso educado, cortez – tem me custado…
- você precisa procurar um médico. isso não é normal.
- vamos nos divertir, tenho certeza que você vai gostar!
- deixa de ser caseira, isso tá te fazendo mal…
minha resposta?
não. não e não.
- só pq vc não quer?!
- não. pq não tenho vontade de nada disso.
venho vivendo um momento bem triste, observar semanalmente a degradação do corpo físico de uma pessoa que já amei muito. mas o pior da degradação e inatividade é a degradação moral das pessoas que cuidam dela… isso vem me aborrecendo tanto, mas tanto… que chego a questionar dezenas de relações interpessoais.
não sinto vontade de sair de casa. aliás, chegar em casa na sexta é um alívio. é o momento que passo com o meu pequeno… ouvir suas histórias, ler… ver filmes… outra coisa boa de estar em casa: minhas duas caninas… meu gato… a compreensao silenciosa, o estar perto… me sinto bem.
o que – neste momento – realmente não me faz e nem fará bem é me atirar nas convenções sociais e sair, beber, ver gente, barulho, música e comportamentos convincentes para agradar e ser agradada. quero espairecer do meu jeito… reunir algumas forças para combater estes sentimentos que vem me deprimindo [ primeiro...lentamente. depois... gradativamente] com o passar dos dias, das semanas…
creio que por compreender estes ciclos, não vejo problema algum nisto. mas o que me aborrece e entedia é quem está ao meu redor: reclamando, diagnosticando, recomendando e encaminhando.
daqui a pouco esta sensação vai embora, talvez demore um pouco mais… mas é o meu jeito de experimentar a existencia, compreender o que se passa neste mundinho recluso de carne e conexoes sinapticas…
me basta o tempo que passo com o meu filhote, meus cãopanheiros, meus livros… sem tormenta, sem extase, sem expectativas.
“Criei em mim várias personalidades. Crio personalidades constantemente. Cada sonho meu é imediatamente, logo ao aparecer sonhado, encarnado numa outra pessoa, que passa a sonhá-lo, e eu não.” [fernando pessoa - ficções do interlúdio]
ontem na estrada li 120 páginas do livro ‘a menina que roubava livros’… quando levantei a cabeça percebi que já era noite e estava chegando ao meu destino… comecei a pensar na minha vida como um livro e me bateu uma tristeza:
- será que já vivi os capítulos que compõe minha história? será que vivo a vida que começa com o fim dos capítulos e páginas ou vivo um momento de pura morgação… onde nada absolutamente acontece para abalar minhas estruturas… sabe quando você lê e a história avança 4, 10, 20 anos no tempo para que algo realmente importante ou grandioso aconteça?… se for esta a possibilidade menos mal… é sinal de que ainda alguma coisa acontecerá… mas se minha vida, o ápice dela – da alegria, felicidade e tristezas profundas – já tiverem acontecido? se minha história resumir-se a uma gravidez não planejada e a superação de uma depressão pos-parto e suas consequencias?…
[sim, eu gosto de vez em quando ficar triste e refletir. se é perca de tempo ou não, não sei.]
estranho pensar assim… só sei que quero morrer antes de envelhecer.
mas esta é outra história que conto… quando terminar de rascunha-la no caderninho de anotações que me acompanha… na nova vida offline – q anda me deixando meio deprimida tb.
You and me were meant to be | Walking free in harmony | One fine day we’ ll fly away | Don’ t you know that Rome wasn’ t built in a day | yeah yeah yeaahhh…
In this day and age it’s so easy to stress | ‘Cause people act strange and you can never second guess | In order to love child we got to be strong | I’m caught in the crossfire why can’t we get along
(…)
I’m having a daydream, we’re getting somewhere | I’m kissing your lips and running fingers through your hair |
I’m as nervous as you ’bout making it right | Although we know we are wrong, we can’ t give up the fight
Oh no
[música: morcheeba, versão: Orchestr Variant ]

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
[obrigada, @thaisvidal ...]
blablás recentes