posts arquivados em: 'estamos sós no universo?' Category

27janesperteza

num sábado de manhã você pensa: vou ao shopping agora porquê provavelmente não terá ninguem…
minutos depois você descobre que não é tão esperto quanto imagina pois centenas de outras pessoas tiveram a mesma brilhante idéia que você.

22jan1 a 100

[tô mesmo sensível... fiquei emocionada quando a contagem atingiu a casa dos 80]

20janpra que palavras?

Um monge aproximou-se de seu mestre — que se encontrava em meditação no pátio do templo à luz da Lua — com uma grande dúvida:

“Mestre, aprendi que confiar nas palavras é ilusório; e diante das palavras, o verdadeiro sentido surge através do silêncio. Mas vejo que os sutras e as recitações são feitas de palavras; que o ensinamento é transmitido pela voz. Se o Dharma está além dos termos, porque os termos são usados para defini-lo?”

O velho sábio respondeu: “As palavras são como um dedo apontando para a Lua; cuida de saber olhar para a Lua, não se preocupe com o dedo que a aponta.”

O monge replicou: “Mas eu não poderia olhar a Lua, sem precisar que algum dedo alheio a indique?”

“Poderia,” confirmou o mestre, “e assim tu o farás, pois ninguém mais pode olhar a lua por ti. As palavras são como bolhas de sabão: frágeis e inconsistentes, desaparecem quando em contato prolongado com o ar. A Lua está e sempre esteve à vista. O Dharma é eterno e completamente revelado. As palavras não podem revelar o que já está revelado desde o Primeiro Princípio.”

“Então,” o monge perguntou, “por que os homens precisam que lhes seja revelado o que já é de seu conhecimento?”

“Porque,” completou o sábio, “da mesma forma que ver a Lua todas as noites faz com que os homens se esqueçam dela pelo simples costume de aceitar sua existência como fato consumado, assim também os homens não confiam na verdade já revelada pelo simples fato dela se manifestar em todas as coisas, sem distinção. Desta forma, as palavras são um subterfúgio, um adorno para embelezar e atrair nossa atenção. E como qualquer adorno, pode ser valorizado mais do que é necessário.”

O mestre ficou em silêncio durante muito tempo. Então, de súbito, simplesmente apontou para a lua.

[koan zen]

15janoração

rotular-se é algo que me incomoda. talvez pela natureza geminiana com ascendencia pisciana não me sinto confortável num mesmo lugar, numa mesma forma de agir e pensar…
hoje, no formspring, me fizeram uma pergunta interessante:

“no que você acredita?”

minha resposta:

“no poder de mudança interna provocada pela música e pela oração…
tem uma frase que gravo nos meus objetos que diz: “my own believes are in my song”, esta frase é uma estrofe da musica “everyday people” do Sly And The Family Stone.”

e é nisso mesmo… não preciso da personificação de um deus externo para despertar um senso de religiosidade.  muito menos não necessito de uma irmandade ou seita para obedecer dogmas ou regras… acredito sim na força que a vibração dos acordes e palavras cadenciadas musicalmente causam no meu corpo físico, geram na minha índole moral, no meu corpo ‘mental’…

nascemos num país catolico, cheio de sincretismos religiosos… e costumamos encarar a oração como uma imposição institucional… deveríamos perceber que a oração é um momento pessoal, onde podemos direcionar a nossa intenção, a nossa vontade e, principalmente, a nossa imaginação em prol de compreendermos melhor as nossas fraquezas, falhas, limites…

será que prestes a completar 28 aninhos começo a compreeender o que vim fazer aqui?

ontem estava chateada com o andamento de alguns projetos no qual investi muuuitas horas de visualização… a noite, para desestressar, fui fazer faxina… e enquanto lavava o banheiro fui percebendo uma série de fatores que me trouxeram para o local que trabalho (um interior nordestino, pobre, com uma população mal-acostumada e cheio de recursos naturais). percebi que o trabalho que realizo aqui é de formiguinha, os projetos que ajudo a criar trarão mudanças visiveis nas próximas gerações… o dinheiro e realizações materiais não são o meu combustível para continuar em frente… me alimento dos sonhos e da visualização que SIM, é possível mudar uma situação sócio-cultural… mas leva tempo, é preciso trabalho e muita, muita paciência…

estava com o rodo nas mãos e enquanto puxava a água em direção ao ralo  compreendi que tenho uma missão. esta missão de vida é muito maior do que uma quantia mensal de dinheiro ou do que o meu ego (as vezes arranhado pelo não reconhecimento da capacidade intelectual de criação e organização). Mas… enquanto puder puxar visualizações do mundo das idéias e encaixa-lo com a realidade material, tornando-a capaz de oferecer uma quebra de ciclos e mudanças sociais… estarei cumprindo uma parte do que intuo como missão neste local, nesta vida…

é através da música e do poder de conversar sozinha e de me sentir nua, perante meus limites e fraquezas que tento tornar-me mais limpa e atenta para os fios invisiveis que vão tecendo a realidade que toco e que me inunda… isto é oração. alimentar-se a partir do reconhecimento dos limites e gerar uma força interna que te impulsiona para quebrar estas barreiras… que te fortalece.

existe uma porção de deus em cada ser humano… a oração, a música é a forma de despertar este ‘deus em mim’ que todos possuimos… e é através disso que descobrimos qual o nosso lugar no mundo e para onde estamos caminhando…

p.s.: obrigada a você que fez a pergunta no formspring… a inspiração para o texto nasceu daí

p.s.2.: nego, obrigada por ter ligado… foi muito bom conversar contigo.

01dezo que é aquilo?




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