Há um direito que só muito poucos intelectuais cuidam de reivindicar: o direito à errância, à vagabundagem. E no entanto, a vagabundagem é a emancipação, e a vida ao longo das estradas, a liberdade.
Romper corajosamente um dia com todos os entraves que a vida moderna e a fraqueza do nosso coração, a pretexto de liberdade, fizeram pesar sobre os nossos movimentos, pegar no bordão e no alforge simbólicos e partir!
Ter um domicílio, uma família, uma propriedade ou uma função pública, meios de existência definidos, eis outras tantas coisas que parecem necessárias, indispensáveis quase, à imensa maioria dos homens, incluindo até mesmo os intelectuais que se creem mais emancipados. Todavia, todas essas coisas são apenas formas variadas da escravidão (…)
[Isabelle Eberhardt (1877-1904)]
:.leitura perigosa para mentes influenciáveis♥
Qual banda em sua consciência, nos dias de hoje, gravaria um álbum duplo, em menos de um ano do lançamento de sua obra mais importante? Mas, em 1968, sairia “The Beatles”, aquele disco cuja capa toda branca ficaria lembrada para todo o sempre como “White Album”.

idolatria é pecado? vou queimar feliz no inferno ;)
Gravado meses depois do seminal “Sgt. Peppers” e dos compactos duplos da trilha do filme Magical Mistery Tour, os Beatles estavam desgastados pessoalmente, mas não na inspiração.
Muitos críticos e fãs dizem ser este o melhor trabalho que o quarteto gravou. Nele se encontra de tudo: brincadeiras com os críticos que encontravam “mensagens subliminares” nas letras das músicas do grupo, blues, vaudeville, country rock, pré-heavy metal, música experimental, ataques pessoais, brigas, amor, ódio, solidão, porcos…
Durante a gravação vários desentendimentos fizeram com que a banda quase acabasse leia [+]
livro do kerouac. conta a lenda que após sua leitura , bob dylan fugiu de casa e morrison fundou o the doors. a seguir, trechos grifados com caneta vermelha propositalmente sem número da página… para que volte a me surpreender quando ler o livro uma segunda, quarta ou sexta vez:
“Oh, uma singela e pequena alma perdida. Falamos sem parar sobre emoções intensas e o deserto se transformando num paraíso e seu papagaio praquejando em espanhol”
“seus olhos desprendiam raios furiosos quando ele falava sobre coisas que odiava; uma grande e cintilante satisfação os substituia quando ele ficava repentinamente feliz; cada músculo se contraía para viver e partir”
“a única coisa pela qual ansiamos em nossos dias de vida, e que nos faz gemer e suspirar e nos subtemos a todos os tipos de náuseas singelas, é a lembrança de uma alegria perdida que provavelmente foi experimentada nó útero e que somente poderá ser reproduzida (apesar de odiarmos admitir isso) na morte”
“que sensação é essa, quando você está se afastando das pessoas e elas retrocedem na planície até você ver o espectro delas se dissolvendo? – é o vasto mundo nos engolindo, é o adeus. Mas nos jogamos em frente, rumo à próxima aventura louca sob o céu”
“e por um instante alcancei o estado do êxtase que sempre quis atingir, que é a passagem completa através do tempo cronológico num mergulhar em direção às sombras intemporais, e iluminação na completa desolação do reino mortal e a sensação de morte mordiscando meus calcanhares e me impelindo para frente como um fantasma perseguindo meus próprios calcanhares, e eu mesmo correndo em busca de uma tábua de salvação de onde todos os anjos alçaram vôo”
Thahy diz:
já leu o kerouac, ne? vagabundos iluminados, on the road
vagabundo iluminado diz:
sim, já li Os Vagabundos iluminados.
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