[andei pelo centro da cidade e os enfeites me alertaram finalmente sobre o fim do ano]
[engraçado como nos orientamos pelos 'marcos' comemorativos, né?]
[um brinde às interações sociais.]
este ano percebi que minha vida anda um tédio. só duas coisas afetam meu juizo: trabalho e maternidade. este ano não tive nem um amorzinho, nem uma paixãozinha platônica para chamar de minha e me fazer suspirar. daí fiquei cá, pensando com meus pixels: será que tô finalmente conseguindo ser tão, mas tão anti-intimidade que as pessoas finalmente perceberam qualé a minha?! …
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então… para quê a preocupação com uma programação?!
Ehhhhhhhhhhhh \o/
anh, agora… deixando a boçalidade de lado, enqto como bis [ esse chocolate é obra do demo] vou lendo paulo leminski: leia [+]
É comum que nos perguntemos quais as causas dos nossos sofrimentos… como também é comum que busquemos soluções para evitar esse sofrimento: tentamos fugir ou amenizar essa dor… Só que, muitas vezes ficamos viciados em remoer essas sensações ruins e não percebemos que a raiz do problema está láaaa atrás… em coisas que já vivemos… e que por algum motivo “misterioso” não deixamos que elas partam… não nos livramos daquele peso morto… Ficamos remoendo e remoendo aquilo numa intensidade tão filha da puta que revivemos ATÉ a sensação física de mal-estar… Como se aquele fato ruim, aversivo… estivesse acontecendo naquele mesmo momento… como se aquilo fosse real – e não somente uma lembrança.
Aí o que acontece?! Han?! Han?!
Procuramos nos dopar, né?! Internet, traição, bebida, cigarro, drogas ilícitas, jogo compulsivo, comer compulsivo, comprar compulsivo… e por aí vai leia [+]
01
lembrem de mim
como de um
que ouvia a chuva
como quem assiste missa
como quem hesita, mestiça,
entre a pressa e a preguiça
02
já me matei faz muito tempo
me matei quando o tempo era escasso
e o que havia entre o tempo e o espaço
era o de sempre
nunca mesmo o sempre passo
morrer faz bem à vista e ao baço
melhora o ritmo do pulso
e clareia a alma morrer de vez em quando
é a única coisa que me acalma leia [+]
A lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.

Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!
Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava pra ela,
e toda a luz que ela tinha
cabia numa janela.
A lua ficou tão triste
com aquela história de amor
que até hoje a lua insiste:
- Amanheça, por favor!
[leminski]
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