mitologia é uma coisa que curto por demais… simbologia então, nem se fala… tem até uma categoria no bloguinho para estas visões do mundo… como tô emergindo submergindo no universo feminino e estudando assuntos para aplicar com os grupos que pretendo organizar na casa da mulher [[trabalho da vida offline]], então achei muito “auspicioso” inaugurar uma categoria dedicada aos arquétipos femininos: formas de experimentar a vida, sentir emoções e lidar com relacionamentos…
Então, a partir de hoje… todas as terças-quartas-feiras publicarei uma história mitológica, ou uma análise psicológica a partir de um mito acerca desse universo tão bonito e complexo, que é o universo feminino.
espero que vocês curtam tanto quanto eu… e aproveitem o espaço dos comentários para manifestar opiniões, darem sugestões e pedirem alguma história… afinal, pesquisar esse assunto sempre é e será um prazer… e quanto mais informações coloco no bloguinho, mais feliz fico… [[ sim, eu sou egoista... ;) ]]
Bom, para inaugurar, uma história que mexe comigo sempre que leio e releio, presente no livro de Liz Greene e Juliet Sharman-Burke – O Tarô Mitológico, uma nova abordagem para a leitura do Tarô:
Atalante, a caçadora.
Frustrada no amor por causa dos seus ideais demasiado nobres, Atalante cujo nome significa indomável, era filha do rei Íaso, que não queria filhas. Ao nascer Atalante, ele abandonou-a nas montanhas de Calídon. A garota foi encontrada e alimentada por uma ursa enviada pela deusa Artemis-Hecate, e depois recolhida por um grupo de caçadores por quem foi criada. Ao crescer, não quis se casar e permaneceu virgem. Como sua protetora Artemis, Atalante tornou-se também caçadora, e percorria os bosques armada, sem no entanto reconciliar-se com o pai, que se negava a conhecê-la.
Atalante ficou conhecida por sua bravura e feitos heroicos, incluindo a famosa caçada ao javali de Calidon, ao lado de Melêagro. Embora o jovem heroi, filho do deus da Guerra, Ares, e melhor atirador de dardos de toda a grécia, tivesse se apaixonado por ela, Atalante recusou-se a caçar, pos não suportaria o destino de esposa. Finalmente, o pai, orgulhoso de seus feitos e de sua bravura, reconheceu-a como filha e prometeu encontrar-lhe um marido nobre. Atalante protestou, dizendo: “Pai, concordo apenas sob uma condição: que todos os pretendentes à minha mão disputem uma corrida comigo. caso-me com aquele que me vencer, caso contrário, eu o mato”. Ela era uma corça ligeira. Deixava o competidor avançar primeiro e depois o perseguia, armada com a lança. Quando o alcançava, atravessava-o com a arma. Muitos principes encontraram a morte assim, pois ela era a mais rápida das mortais. Por fim, um jovem pretendente chamado Melanion, filho de Anfidamas e primo de Atalante, pediu auxílio a Afrodite. A deusa deu-lhe três maçãs [ou pomos] de ouro, tiradas do seu santuário, e disse-lhe para atrasar Atalante durante a corrida, deixando cair um pomo por vez. E assim o jovem o fez; três vezes foi vencedor e com ela se casou. Contudo, esse casamento estava destinado a terminar tragicamente pois, mais tarde, durante uma caçada, Melânion convenceu a esposa a fazerem amor dentro de um santuario de Zeus. Indignado com o sacrilégio, Zeus transformou-os em Leões, e, segundo os gregos, os Leões não acasalam entre si, mas apenas com os leopardos e dessa maneira os amantes nunca mais estiveram juntos.









blablás recentes