nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além
de qualquer experiência, teus olhos têm o seu silêncio:
no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,
ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto
[...]
nada que eu possa perceber neste universo iguala
o poder de tua imensa fragilidade: cuja textura
compele-me com a cor de seus continentes,
restituindo a morte e o sempre cada vez que respira
[...]
(não sei dizer o que há em ti que fecha
e abre; só uma parte de mim compreende que a
voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)
[e.e. cummings em tradução de augusto de campos]

Eu levo o seu coração comigo [eu o levo no meu coração]
eu nunca estou sem ele [a qualquer lugar que eu vá, meu bem, e o que que quer que seja feito por mim somente é o que você faria, minha querida]
Tenho medo que a minha sina [pois você é a minha sina, minha doçura]
Eu não quero nenhum mundo [pois bonita você é meu mundo, minha verdade]
E é você que é o que quer que seja o que a lua signifique
E você é qualquer coisa que um sol vai sempre cantar
Aqui está o mais profundo segredo que ninguém sabe [aqui é a raiz da raiz e o botão do botão e o céu do céu de uma árvore chamada vida, que cresce
mais alto do que a alma possa esperar ou a mente possa esconder]
E isso é a maravilha que está mantendo as estrelas distantes
Eu levo o seu coração [eu o levo no meu coração]
[e.e. cummings]
eu quero morrer duma overdose literária!
a carreira de neruda aspirada
dose extra de pessoa na veia
espanca, florbela minha’lma!
vertendo vinho cala-se cecília
torquato regozija-se com a dor do pranto
leminski ri-se da medio-cridade desenhando suas letras no papel
cummings desflora minha inocência pétala a página
bukowski, velho safado me roga o cuspe da crua realidade.
Por isso se meu corpo inerte duma overdose de sentidos encontrares;
escreva em minha lápide: amou intensamente e morreu mil x infinito sentimentos não-seus.
[amanheci lendo neruda, depois cummings e ouvindo chico. qse entro em colapso! ]
[torquato e bukowski não estão no blog, devido ao cheiro de cigarro de suas poesias]
nalgum lugar em que eu nunca estive,alegremente além
de qualquer experiência,teus olhos têm o seu silêncio:
no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram,
ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto
teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
embora eu tenha me fechado como dedos,nalgum lugar
me abres sempre pétala por pétala como a Primavera abre
(tocando sutilmente,misteriosamente)a sua primeira rosa
ou se quiseres me ver fechado,eu e
minha vida nos fecharemos belamente,de repente,
assim como o coração desta flor imagina
a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;
nada que eu possa perceber neste universo iguala
o poder de tua imensa fragilidade:cuja textura
compele-me com a cor de seus continentes,
restituindo a morte e o sempre cada vez que respira
(não sei dizer o que há em ti que fecha
e abre;só uma parte de mim compreende que a
voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas)
ninguém, nem mesmo a chuva,tem mãos tão pequenas
[não conhecia este poeta americano...
foi paixão à primeira vista....
mais um por hall dos meus amores platônicos-impossíveis
(é, todos estão mortos... com excessão do nando reis )
coisas, coisas da vida.]
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