aquivo para junho, 2009

30jun:. ja é

Há um direito que só muito poucos intelectuais cuidam de reivindicar: o direito à errância, à vagabundagem. E no entanto, a  vagabundagem é a emancipação, e a vida ao longo das estradas, a liberdade.

Romper corajosamente um dia com todos os entraves que a vida moderna e a fraqueza do nosso coração, a pretexto de liberdade, fizeram pesar sobre os nossos movimentos, pegar no bordão e no alforge simbólicos e partir!

Ter um domicílio, uma família, uma propriedade ou uma função pública, meios de existência definidos, eis outras tantas coisas que parecem necessárias, indispensáveis quase, à imensa maioria dos homens, incluindo até mesmo os intelectuais que se creem mais emancipados. Todavia, todas essas coisas são apenas formas variadas da escravidão (…)

[Isabelle Eberhardt (1877-1904)]

:.leitura perigosa para mentes influenciáveis

29juncrise

  • eu desenho
  • escrevo poesia
  • já disseram que eu deveria escrever um livro
  • escrevi uma monografia que foi um sucesso na facul de psicologia sobre o ciúme feminino
  • já dei entrevista para revista e jornal
  • tenho um quadro na rádio local [municipio do interior] ouvido por cerca de 30 mil pessoas.
  • sou mãe solteira, tive o meu filhote em 2004, aos 21 anos.
  • sou filha, sou irmã e sou uma pessoa mimada pelos meus amigos e familiares.
  • sou funcionária publica, trabalhando dentro da minha área de formação acadêmica, leia [+]

29junà espera de um astro

sabe… desde que vi a notícia da internação do michael e acompanhei o bafafá no twitter… eu simplesmente não consegui ainda desligar do ocorrido.  fiquei feliz ao ver uma homenagem  – ainda no rascunho – ao rei do pop vindo do lápis do genial @maurício de souza

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28jun.:

Quando se ouve boa música fica-se com saudade de algo que nunca se teve e nunca se terá. [Samuel Howe]

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27junimaginando o impossível

atraves-do-espelho

Todo mundo conhece a Alice, a Rainha Vermelha e o Coelho Branco. Todos são personagens marcantes da fabulosa história “Alice no País das Maravilhas” de Lewis Carrol. Poucos sabem – ou conhecem – a segunda parte do livro, chamado “Alice Através do Espelho”. O livro é genialmente organizado como um enorme tabuleiro de xadrez, onde os personagens e o desenrolar da história acontece obedecendo os movimentos e importância dos personagens tal como as peças do jogo de xadrez.

O mais legal é que – se você curte jogar xadrez – pode antever o desenrolar da história… visto que você conhece o movimento das peças e é, logo no início, apresentado aos personag ens que compõe o segundo livro. Carrol era apaixonado por matemática, criando no “Através do Espelho” situações geometricamente simétricas… Por exemplo, o encontro de Alice com a confusa Rainha Branca e o diálogo que as personagens travam ao longo do capítulo V é divertido e rico em significado, pois a personalidade desta, [embora, sem perder a majestade] é completamente oposta à da Rainha Vermelha… Longe de possuir o jeito autoritário e decidido da outra, a Rainha Branca é desordenada, caótica e absolutamente distraída… Deixando a pobre Alice cada vez mais confusa e solitária – o que será fundamental para os movimentos que sua peça – no xadrez – deverá assumir com o desenrolar do enredo/movimento.

A seguir, um dos capítulos-xodós do livro, entitulado: “Lã e Água”:

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