aquivo para setembro, 2007

29setcerejas e vinho tinto

A noite começou bem. Divertiu-se com as amigas, com brincadeiras e risadas que só mulheres conhecem na intimidade (talvez proporcionando alguns pensamentos masculinos repletos de bobagens)

Como de costume, ele foi pontual. Conversaram bastante, tão naturais. A vida tem dessas surpresas… Afinal, pode-se viver uma vida ao lado de alguém e não se reconhecer. Por isso, estranhavam o conforto frente um ao outro. Escolheram um restaurante agradável, descobriram segredos e verdades por entre olhares e gestos (sorrisos).

Os beijos discretos rasuravam lentamente o destino planejado para a noite. ‘O meu vinho está a tua espera’ -sussurrou.

- e as cerejas?

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10seto banquete

Tudo preparado para a surpresa que prometera.

As luzes do quarto, os ingredientes… Até o incenso que achara melhor deixar para depois. Tudo lá.

Observava-a:

Seu corpo sinuoso sibilava insinuante sob os lençóis. O olhar tão dela emitia palavras inconfessáveis ao padre ou pastor. Seus lábios e o sorriso – pecaminoso – indicavam o que desejara: O ritual.

De olhos vendados, contorcia-se de curiosidade e … [vocês sabem]. O corpo da gueixa era um campo de experimentos, com os ingredientes posicionados à altura de suas mãos. ‘Sorvete, primeiro’ – pensou maldoso.

Com a boca, instigou seus lábios – a língua quente, úmida derretera todo o sorvete ao lambê-la. A respiração ofegante o excitava. A ter presa daquela forma era tudo que desejara – não confessaria tão cedo, claro.

Pausa.

Observa.

O corpo contrai-se, o desejo percorre cada espaço de sua pele num arrepio que ouriçava-lhe as quentes carnes. O cheiro do incenso era especialmente provocante. Sua respiração profunda e suas pernas dançavam um balé privado particularmente erótico. ‘Eros…morangos, agora’. Levara um morango maduro e doce até seus lábios.

‘Gulosa’ – excitava-se – ‘Vejamos o que mais ela sabe fazer. Lambuzara o morango na calda de sorvete explorando seus sentidos. Lambera sua pele doce e macia. Sua boca mordiscava a fruta com uma cara de imenso prazer. ‘Vinho…Morango e vinho tinto’- ela sugou a fruta imersa em sua bebida favorita. Ele controlara-se até então.

Pausa.

Observa.

Inundada por seus sentidos e sentindo sua falta, tentou tirar a venda. Rapidamente sentiu ambas as mãos contra o colchão. Aquilo definitivamente era novidade… ‘Então és realmente forte’ – provocara com sua voz insinuante.

Leite condensado – último ingrediente. Cedeu. Era hora de receber sua gratificação. Desvendou-a – cada centímetro. Enlouqueceu-se – cada milímetro. Calou-se – num urro de prazer. Mudo, deitou-se. ‘Um banquete completo em minha cama’ – adormeceram.




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