aquivo para janeiro, 2007

17janAiAi…

Eu nunca quis ter um filho

Aliás, sempre disse que não seria mãe – porquê isso iria definitivamente atrapalhar minha carreira e futuro profissional.

E o quê a vida me prepara? Uma gravidez não planejada aos 21 anos… E um bebêzinho frágil e pequeno dentro de 9 meses… Uma vida que dependia de mim. A gravidez em si foi um inferno…Tive traços depressivos e uma bela depressão pós-parto. Não parei a faculdade e com 15 dias após a cesárea voltei para a facul -era ela que me mantinha em pé…apesar d’eu não imaginar como seria meu futuro – com um filho. Meu namorido sempre me dando força, algumas amigas, minha família também… Mas sabe como é, qdo traçamos nossas metas fica difícil ter que desviar um pouco do curso .

Quando ele nasceu, passei por uma barra. Não queria contato com essa realidade nova e mal olhava para ele… Numa manhã, porém, ao dar a mamadeira, ele segurou o meu polegar e olhou para mim, um olhar tão profundo, tão intimidador…sincero. Na hora caí em pranto e percebi o que estava fazendo com ele, mas principalmente o que eu estava fazendo comigo

Como não amar um serzinho que dependia de mim? como não valorizar o poder da vida renovada numa criança? Jurei cuidar dele a minha vida toda, durante o tempo que nos for permitido…

Terminei minha faculdade, estou a mil no trabalho e ter que ficar longe do meu pequeno por alguns dias da semana tem sido uma barra… Mas o que seria do amor, se ele não tivesse que passar por algumas provas de fogo?

Hoje em dia, não consigo mais me imaginar sem esse pequeno pedaço de mim, meu coração compartilhado num corpinho de criança…Seu sorriso e seu choro, minha vida renovada… o meu filho…

Em fevereiro ele completa 3 aninhos… e como cresci nesses 3 anos…

07janSer um Deus

“Quando você é um deus, as suas emoções são contagiantes – as outras pessoas podem pegá-las como um vírus. Quando havia pessoas perto de Spider num dia em que ele se sentia feliz, o mundo delas parecia um pouco melhor. Se ele cantarolasse uma canção, as pessoas ao redor começavam a cantarolar também, no mesmo ritmo, como se fosse a cena de um musical. É claro que, se ele bocejasse, 100 pessoas perto dele bocejariam também e, quando se sentia mal, essa sensação alastrava-se como uma névoa, fazendo o mundo parecer ainda pior para todos em volta. Não era algo que ele fazia, mas o modo como ele era

Neil Gaiman – Os filhos de Anansi




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